quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


AS TUAS MÃOS DE FADA


 

Quero tuas mãos de fada

Embalando os vivos,

Quero teus cabelos soltos

Nos campos de trigo,

Quero ver dos teus dedos finos

Escapar as águas,

Dos riachos e das fontes puras,

Onde perdes todas tuas mágoas,

Quero teus cabelos livres

Reluzindo o brilho do sol quente

Quero tua pele acariciada

Pelo sol poente

Quero tuas mãos de fada

Segurando as rédeas numa cavalgada

Quero ouvir de longe tua alegria

Pura e encantada...

Quero teu olhar de fada

Sempre a meditar...

Quero teu olhar de fada

Sempre a contemplar...

Quero teu perdão de fada

De uma alma pura

Que não guarda ódio,

Nem uma amargura,

Vejo tua cabeça livre

Seguindo a direção do vento,

Vejo teu coração honesto

Guiar teu pensamento.

Tens um coração de fada

Transbordando de tanta bondade,

Que faz meu coração de gente

Quase explodir de felicidade !



 
HUMILDADE
 
Se você um dia chegar
Da pirâmide ao ponto elevado,
E de um dia para o outro acontecer
De você ser idolatrado,
Dos seus irmãos prostrarem-se
Diante de sua sombra, coitados
Pense se você fez para merecer
Este joelhos dobrados,
Pois um dia impérios caíram,
Tão maiores que você,
Reis perderam cabeças,
Príncipes a liberdade,
Princesas,dignidade,
Rainhas,sanidade.
Saiba você viver plenamente,
Decentemente, seria melhor,
Mesmo sendo poderoso,
Como árduo trabalhador,
Como pai generoso,
Como quem não carrega gloria,
Como quem não abandona
Como quem sabe que a vitória
É nuvem que passa
É densa fumaça
Que o vento desfaz,
É porcelana tão fina,
Que jogada ao chão,
Jamais de refaz.
 
 
 
 
 
 
NO ENTARDECER
Num entardecer gelado
Soprava um vento triste
Sussurrando em meus ouvidos
“não existe”, “não existe”
eu pensava no passado,
no meu sonho lá sonhado,
e o vento diz e insiste,
“não existe”, “não existe”
olhei para o presente
eu sentada ali na areia
de uma praia ao poente
tentando encontrar
minha vontade de seguir,
de sorrir, de caminhar.
E o vento tão gelado,
Do meu lado ainda insiste
Não existe... não existe...
Tão frio como umas almas
Que flutuam esquecidas,
Incontável como areia,
São meus pensamentos tristes,
Olhei, mas eu não vi,
Procurei , mas não achei.
Não sei o que perdi,
E nem sei se encontrarei...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

DESCOBRI
 
Sentada na beira da estrada,
Não quero carona,
Quero ir à pé.
Cabelo no rosto, poeira na boca,
Na mochila, minha fé.
O barulho do cascalho
Que eu piso ,
no caminho dos meus pés,
O verde, o laranja, o azul
Se misturam nos meus olhos.
E os ouvidos capturam
os sons da liberdade
Parar ou andar,
Ver, escutar,
Partir ou ficar.
Tudo é permitido,
Separado ou tudo junto!
Eu decido,
E posso até decidir não decidir,
Escrever, desenhar,
Fotografar ou só olhar,
Na memória engavetar
Para um dia lá adiante
Vir à tona este instante
Quando vi que o paraíso,
É um momento preciso
E não um lugar distante.
 
 
Hoje eu quero chorar
 
Hoje eu quero chorar...
Você pode me adular,
Dizer que sou bonita,
Que sou muito inteligente,
Pode cansar de elogiar,
Dizer que escrevo bem,
Que desenho bem também,
Pode cair de joelhos
Ou de nariz no chão.
Pode ser meu tapete,
Pode me dar doces,
Pode dizer que esta roupa
Fica muito bem em mim!
Que meu cabelo nunca foi
Tão bonito assim!
Que eu rejuvenesci,
Que eu até emagreci,
Que meu rosto é tão jovem
Que pareço descansada,
Que nem se nota que não dormi
Diga o que quiser...
Mesmo sem acreditar,
Estou pouco me importando,
Porque hoje eu só quero chorar!!!

 
 
 
 
 
 


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