Quando
os cristais brotarem
Dos
sulcos das montanhas cinzentas,
Quando
os vulcões cessarem
De
lançar suas vozes no mundo,
Quando
o arco íris pintar todo o céu,
Quando
os tijolos dos muros
Que
separam famílias, caírem sozinhos,
Quando
as pontes que unem os povos
Forem
eternas,
Quando
o alimento da terra
Invadir
a casa de todos,
Assim
como o ar invade quem vive,
Quando
a água ressuscitar
os
que morreram de sede
Quando
o sol estacionar
Na
estação primavera,
Quando
a harmonia das flores
Colorir
cada dia,
Quando
as borboletas dançarem
O
balé das folhas secas no vento,
Quando
toda espécie de pássaros
Enfeitar
o crepúsculo e a aurora,
E
de todo canto migrar
Todas
as formas da criação
Numa
procissão infinita,
O
grande Espírito vai chegar,
E
reanimar quem vivia sem viver,
Arrancando os tampões de nossos olhos,
Cativando
os fortes com algemas de paz,
E
todos lembraremos enfim,
Os
antigos mistérios do universo,
Que
pensávamos não conhecer!

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