OS
DEUSES DESPERTARAM
Cavalos
alados rasgaram o céu
E
relâmpagos os iluminaram,
Trazendo
Valquírias, Elfos e Ninfas
Anjos
e Arcanjos também chegaram.
Tronos,
Potestades e Querubins
Dominações,
Titãs, Serafins
Unicórnios
em bandos azuis,
Desenhavam
os últimos galopes,
Deixando
suas marcas no chão
Das
planícies que resistem ainda
À
tão incessantes galopes
Das
águas ,Sereias emergem,
Forjando
suas pernas terrestres
E
nos planaltos Sátiros entoavam
Cânticos
em flautas rupestres,
O
triste sopro da batalha final.
Dragões
estendiam as negras asas
E
da névoa surgiam criaturas
Há
muito extintas na natureza
Impondo
a presença imortal.
Doendes
brotavam das fendas
De
sábias árvores ancestrais
Mantícoras
que devoram homens
Grifos
e outros sem nome
E
a Fênix que o fogo consome
Tornaram
caçadores caçados.
Galhos
e raízes espreguiçavam-se
Como
gigantes que acordam cançados.
E
toda a criatura que vive em segredo
Armou-se
da cabeça aos pés,
Gaia,
Flora e Fauna
Acordaram
os deuses esquecidos,
Porque
iminente é o sussurro da morte
E
eminente é a última guerra,
Que
é sagrada e também profana.
E
toda a vida que passou no mundo,
Do
alto de céu ao abismo profundo,
Dar-se-á
as mãos num exército uno
Para
salvar o mundo da raça humana.
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