quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


OS DEUSES DESPERTARAM

 

Cavalos alados rasgaram o céu

E relâmpagos os iluminaram,

Trazendo Valquírias, Elfos e Ninfas

Anjos e Arcanjos também chegaram.

Tronos, Potestades e Querubins

Dominações, Titãs, Serafins

Unicórnios em bandos azuis,

Desenhavam os últimos galopes,

Deixando suas marcas no chão

Das planícies que resistem ainda

À tão incessantes galopes

Das águas ,Sereias emergem,

Forjando suas pernas terrestres

E nos planaltos Sátiros entoavam

Cânticos em flautas rupestres,

O triste sopro da batalha final.

Dragões estendiam as negras asas

E da névoa surgiam criaturas

Há muito extintas na natureza

Impondo a presença imortal.

Doendes brotavam das fendas

De sábias árvores ancestrais

Mantícoras que devoram homens

 

Grifos e outros sem nome

E a Fênix que o fogo consome

Tornaram caçadores caçados.

Galhos e raízes espreguiçavam-se

Como gigantes que acordam cançados.

E toda a criatura que vive em segredo

Armou-se da cabeça aos pés,

Gaia, Flora e Fauna

Acordaram os deuses esquecidos,

Porque iminente é o sussurro da morte

E eminente é a última guerra,

Que é sagrada e também profana.

E toda a vida que passou no mundo,

Do alto de céu ao abismo profundo,

Dar-se-á as mãos num exército uno

Para salvar o mundo da raça humana.

 

 

 

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